segunda-feira, 12 de março de 2012

Microsoft planeia reduzir o tempo de resposta dos touchscreen para 1ms


Usou um iPad recentemente? Um GPS? Um Windows Phone? Sendo justos, maioria dos touchscreens modernos respondem muito bem ao toque. Não é frequente que um dispositivo topo de gama com um touchscreen tenha um lag do qual nos apercebemos.

Alguns dos ecrãs mais antigos podem ter realmente lag, mas um iPhone parece ser suficientemente fluído.

Mas, segundo a Microsoft, não é rápido o suficiente. Os engenheiros da Microsoft estão a trabalhar num touchscreen que reduz o lag para apenas 1 milisegundo, bem abaixo do limite que permite aos seres humanos detectar lag.

Se esta tecnologia conseguir ser adaptada a touchscreens, a utilização destes dispositivos pode mudar de forma radical.

Preparado para o que o futuro nos reserva? Veja o vídeo:

sexta-feira, 9 de março de 2012

iPad qual o elemento revolucionário?

iPad image
O elemento mais revolucionário do iPad não é o ecrã Retina, com uma resolução de 2048*1640, ou a ligação 4G. É algo que não consegue ver.

A bateria

A Apple colocou novos elementos espectaculares no seu iPad, mas são sedentos de energia. O ecrã Retina, o processador gráfico quad-core e o modem LTE consomem bastante energia, mas, ainda assim, a Apple conseguiu que a bateria durasse perto de 10 horas.

Como é que a Apple conseguiu fazer isto?

Enquanto a Apple usou, sem dúvida, tecnologia mais eficiente nesta versão do iPad - por exemplo, optimizando a arquitectura do processador de 40nm para 28nm, o que aumentou, significativamente, a poupança de energia - a alteração mais impressionante está na bateria em si.

Entre o lançamento do iPad2 no ano passado e o anúncio do novo iPad ontem , a Apple quase duplicou a capacidade da bateria, de uns 25Wh para uns impressionantes 42Wh. Medido em miliamperes, houve um boost na bateria de 6944 mAh para uns incríveis 11666 mAh.

Na verdade, a Apple não tinha outra opção se quisessem que o novo iPad fosse o dispositivo que é hoje. Mesmo com este aumento brutal da capacidade da bateria, o dispositivo apenas tem 10 horas de autonomia. Sem este aumento, a bateria do antigo iPad2 apenas duraria 6 horas. Torna-se claro que a Apple não queria perder horas de autonomia no seu iPad, e em vez de perder horas, quer introduzir novos dispositivos e manter as 10 horas de autonomia que caracterizam os seus dispositivos.

A forma mais evidente de aumentar a capacidade da bateria seria duplicar o tamanho da bateria, mas tendo em conta que o novo iPad é apenas um pouco mais grosso e pesado do que o seu antecessor, é altamente improvável que a bateria tenha o dobro do tamanho que a do iPad 2.

Existia ainda um problema ao adicionar uma bateria maior, e tem tudo a ver com a distribuição do peso. O peso do iPad está perfeitamente distribuido para tornar o tablet o mais confortável possível.

Uma bateria maior não só acrescentaria peso, mas também requeriria engenharia para não desiquilibrar o dispositivo. Mantendo as baterias o mais pequenas possíveis e no centro do dispositivo, a engenharia para o resto do dispositivo torna-se muito mais fácil.

Parece que a Apple conseguiu de algum modo aumentar significativamente a densidade de energina nas células Li-ion que utiliza. Numa indústria que parece estagnada há algum tempo, parece que o centro de desenvolvimento de baterias da Apple está a fazer um trabalho extraordinário. Não há dúvidas que vamos ver o fruto deste trabalho em outros produtos da Apple.

Google Chrome é o primeiro a cair no "Pwn2Own Hacking Contest 2012"

Google Chrome LogoApesar do Google Chrome não ter sido hackado com sucesso na edição do ano passado, este ano o browser foi hackado no CanSecWest Pwn20wn, um concurso de hacking, e foi mesmo o primeiro a cair.

O browser da Google foi abatido por um grupo de hackers franceses - Publicar mensagemos Vupen - a mesma equipa que crackou o Safari no concurso do ano passado.

Um dos co-fundadores dos Vupen afirmou que o grupo trabalhou cerca de 6 semanas para elaborar um plano para conseguir quebrar o Chrome. Eles desenvolveram dois "zero-day" exploits, que tornaram possível o controlo total de uma máquina instalada com o Windows 7 64-bit, com todos os updates.

"Usámos duas vulnerabilidades. A primeira foi fazer um bypass ao DEP e ao ASLR do Windows, e a segunda foi quebrar a sandbox do Chrome".

Porém, Bekrar não partilhou detalhes específicos quanto ao método usado pela Vupen, nem disse se os exploits usaram código de terceiros.

"Foi uma vulnerabilidade no instalador do Chrome. O nosso exploit funciona na instalação default, portanto não interessa se é código de terceiros".

Já em 2011, a Vupen divulgou um vídeo no qual o grupo crackou o Chrome através do Flash, mas a Google disse que não contava como hack pois o Flash é código de terceiros.

Então porque é que a Vupen decidiu ir atrás do Google Chrome primeiro? Sem ser, claro, por causa do $1 milhão de dólares que o Google oferece a quem conseguir quebrar o browser?

"Quisémos mostrar que o Chrome não é infalível. No ano passado vimos muitas notícias de que ninguém conseguia hackar o Chrome. Nós certificámo-nos que este ano ele teria de ser o primeiro a cair".

"Também queremos dizer que o Chrome é, sem dúvida, o browser mais seguro disponível de momento"

Depois do Pwn2Own, a Google anunciou que vai dar ao grupo $1 milhão de dólares, pois este código ajuda a aumentar a segurança do browser.

"Temos uma grande oportunidade de aprendizagem quando recebemos exploits completos", disse a Google, "não só conseguimos corrigir erros, mas ao estudar as vulnerabilidades e técnicas de exploit, podemos melhorar os nossos testes, o sandboxing e migrações. Isto permite que protejamos melhor os nossos utilizadores".

quinta-feira, 8 de março de 2012

Aplicações Android com novo limite de armazenamento: 4GB!


Enquanto "a nuvem" parece ser o hit do momento, o armazenamento local ainda tem um papel proponderante nos dispositivos portáteis e multimédia. Armazenar contactos ou documentos numa "cloud" não é nada demais, mas e armazenar uma aplicação de 4GB? Sim, isso pode ser um problema. Até hoje, as aplicações Adnroid têm um limite máximo de 50MB. É vantajoso, de várias formas. Força as equipas de desenvolvimento a pensar bastante antes de gastar espaço precioso e os devices mais antigos com limitação de espaço também tiram vantagem das aplicações. Mas os tempos estão a mudar, e a Google expandiu o limite das suas aplicações para nada mais que 4GB. O tamanho do ficheiro APK ainda vai estar limitado a 50MB, mas agora podem ser colocados novos ficheiros anexos a esse APK, chamados os "Ficheiros de Expansão".

Cada aplicação pode ter dois ficheiros de expansão, cada um até 2GB, em qualquer formato, e o Market vai armazenar esses ficheiros para evitar que os devices fiquem sobrelotados. Os utilizadores vão ver o tamanho total da sua app, assim como os downloads a efectuar antes de efectuarem a instalação ou compra.

"Nos novos dispositivos, quando os utilizadores fazem o download do Android Market, os ficheiros de expansão vão ser descarregados automaticamente, e o período de refund não inicia enquanto esses ficheiros não estiverem descarregados. Em dispositivos mais antigos, a sua app vai descarregar os ficheiros de expansão na primeira vez que for executada, através de uma biblioteca própria para o efeito.
Apesar de poder utilizar os dois ficheiros de expansão da forma que desejar, nós recomendamos que um deles seja para fazer download inicialmente e raramente seja actualizado. O segundo, deverá ser mais pequeno e deverá ter a capacidade de transportar "patches" para a aplicação, que podem ter a sua própria versão a cada release"

quarta-feira, 7 de março de 2012

Apple apresenta o novo iPad3 e vai-se chamar iPad

A Apple anunciou hoje o iPad3, que utiliza o novíssimo ecrã Retina de alta definição. "Até que o vejam, não pode, compreender o quão fantástico é", disse o CEO Tim Cook.

O novo iPad custa $499 na versão 16GB, $599 versão 32GB e $699 versão 64GB.



A versão 4G custa à volta dos US $ 629, $ 729 e US $ 829 respectivamente. Estará disponível a 16 de Março nos EUA e pode ser reservado a partir de hoje. O iPad estará disponível a partir de 23 de março em 32 outros países.

O ecrã tem uma resolução de 2048 × 1536 pixeis, ou seja 264DPI. É alimentado por um processador A5Xcom melhores capacidades gráficas quad-core. O processador é dual-core.

O novo iPad mantém a atual de 10 horas de autonomia com 9 horas de 4G. Tem 9.4 mm de espessura e pesa 630 gramas.



Outra funcionalidade no iPad é uma camera iSight frontal e uma nova camera traseira, de 5MPixeis, sensor de iluminação, e um filtro de infravermelhos híbrido. Parece ser a mesma camera equipada no iPhone 4S, apesar da resolução inferior. Isto permite que o novo iPad grave filmes em HD a 1080p.



O sistema operativo do iPad será o iOS 5.1, a última versão do software da Apple. Estará disponível a partir de hoje para todos os utilizadores de dispositivos que suportem iOS, e vem com suporte para os utilizadores japoneses, que terão acesso a este SO dentro de poucas semanas.

O reconhecimento de voz também estará disponível no iPad, que vai permitir uma transcrição da sua voz em tempo real.

O novo iPad também tem capacidades quad-core LTE 4G, permitindo velocidades muito mais rápidas na Internet. O novo chip tem dual-mode e inclui o 3G HSPA+ com suporte até 21Mbps, e um dual-carrier HSDPA que atinge os fabulosos 42Mbps.



A introdução do iPhoto para o iPad, um dos softwares mais esperados, é uma das novidades do iPad. Permite diversas operações como endireitar uma foto horizontamente assim como opções muito mais detalhadas acerca das imagens que importa de outras cameras. O iPhoto suporta imagens até uns impressionantes 19 megapixeis.



Tim Cook falou do papel da Apple como se estivessem a tratar de um mundo "pós-PC": "Estamos a falar de um mundo onde o PC já não é o centro do nosso mundo digital, mas sim um dispositivo como qualquer outro. Os dispositivos que usamos são mais portáteis, pessoais, e muito mais fáceis de usar do que alguma vez um PC foi. O iPad está a redefinir a noção de computador pessoal".

Só no último ano, a Apple vendeu mais de 172 milhões de dispositivos, incluindo o iPad, iPhone e iPode. 62 milhões apenas no último trimestre. Se definirmos o iPad como um PC, vendeu mais que qualquer outro fabricante de PC's em mais de 15.4 milhões de unidades.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

GSMA e a nova geração de cartões SIM


A GSMA, entidade que inventou o standard que permitiu a revolução das comunicações móveis, está a unir esforços para conseguir com que os cartões SIM já venham integrados, de origem, em novos produtos, e permitir que estes sejam activados de forma remota. O que não quer dizer que eles queiram fazer dos cartões SIM actuais uma tecnologia do passado. O que se pretende é criar uma nova categoria de produtos e permitir o acesso à Internet a produtos que, tradicionalmente, não estão ligados à rede, tais como leitores MP3 e máquinas fotográficas digitais.

O grupo responsável pela pesquisa conta com o apoio de staff da AT&T, China Mobile, China Mobile, Deutsche Telekom, France Telecom Orange, KT, NTT DOCOMO, SK Telecom, Telecom Italia, Telefónica, Verizon Wireless e Vodafone. Ou seja, todos os grandes operadores de telecomunicações do mundo. O objectivo é apresentar os primeiros resultados em meados de Janeiro de 2011 e o aparecimento dos primeiros produtos estarão nas lojas em 2012.

De destacar que este SIM terá novos níveis de segurança e trarão mais portabilidade aos consumidores. A "carteira electrónica" e outras aplicações já são objectivos assumidos pela GSMA.




quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Uma espreitadela ao futuro com a HP


Dentro de cada portátil HP existe um pequeno sensor conhecido como acelerómetro. O seu nome indica exactamente o que ele faz, ou seja, mede aceleração. Se mexer no seu portátil, esse acelerómetro detecta o movimento e protege o nosso disco rigido, deslocando a cabeça de leitura/escrita do disco rígido para uma posição segura.

Segundo Jeff Wacker, investigador da HP, a forma como a HP está a trabalhar com estes sensores pode, realmente, mudar a forma como interagimos com o mundo. Estes sensores podem ajudar à poupança de energia, melhorar os congestionamentos de trânsito e até podem salvar vidas.

O projecto CeNSE (Central Nervous System for the Earth), em desenvolvimento pela HP, pretende revolucionar a forma como interagimos com tudo, inclusivé com o planeta. Pretende ligar todo o planeta numa rede gigantesca e ser responsábel por uma revolução quer a nivél pessoal como a nivél financeiro.

Os acelerómetros nos quais a HP está a trabalhar são cerca de 1000 vezes mais sensiveis que os que se usam nos dias de hoje. No inicio do ano, a HP anunciou a primeira utilização destes dispositivos ultra-sensiveis, através de uma colaboração com a Shell, que utilizaram estes sensores para descobrir novas reservas de petróleo e gás natural.

A forma como estes sensores nos podem ajudar no nosso dia-a-dia são imensas. Uma simples dona de casa pode utilizar um aparelho com um sensor para descobrir a formação de e coli bacterias nos alimentos. Um desportista pode atingir pontos mais extremos, com sensores a indicar qual o momento exacto para parar. Os sensores podem monitorizar as artérias uma a uma com a sua sensibilidade extrema.

O custo destes sensores ainda é alto, mas o seu preço tem descido. As novas formas de obtenção de energia, cada vez mais baratas, são um passo fundamental para estes dispositivos poderem ser usados no nosso dia-a-dia.

Veja a entrevista a Pete Hartwell, sobre o CeNSE.